FACULDADE DE ECONOMIA E GESTÃO ORGANIZA DISCUSSÃO SOBRE “DESEMPENHO DA ECONOMIA ANGOLANA”

A Faculdade de Economia e Gestão (FEG) realizou, no dia 9 de dezembro, a discussão sobre o “Desempenho da Política Económica angolana nos últimos 4 anos”, cujos oradores foram o Director do Centro de Estudos e Investigação Científica, Professor Alves da Rocha e o economista, alumni da Faculdade de Economia e Gestão, actualmente docente na FEG, Dr. Wilson Chimoco.

 O evento aconteceu no dia mundial de combate à corrupção e foi organizado por antigos estudantes da FEG com objectivo de reflectir sobre o estado da economia angolana. A abertura coube ao decano da FEG, Professor Doutor Caetano João, que agradeceu aos oradores, aos organizadores e, aos participantes desejou um bom proveito.

 O professor Alves da Rocha fez a periodização da política económica angolana, nas fases da independência, durante a independência – o modelo socialista, depois da independência – depois do modelo socialista e depois da paz. Para o investigador angolano, depois da guerra, Angola iniciou “a rota de crescimento económico, que não foi sustentável. Pois, apesar da banalização do termo, (crescimento económico) exige condições, políticas, transformações, revoluções para que defacto o crescimento económico seja sustentado e sustentável”.

 

Por sua vez, o jovem economista e investigador Wilson Chimoco, formado pela FEG, enfatizou que “as políticas económicas nos últimos quatro anos foram executadas tendo como pano de fundo a necessidade de “corrigir o que está mal e melhorar o que está bem”, num contexto em que se assistiu: i) “desequilíbrios socias”; ii) “desequilíbrios macroeconómicos” e a iii) “necessidade do exercício do poder político da nova liderança do país”. O jovem economista angolano defendeu que não pode haver prosperidade económica sem o adequado desenvolvimento do Estado Democrático e de Direito, demostrando a interdependência de factores políticos, económicos e sociais. Wilson Chimoco falou, igualmente, do programa de financiamento ampliado, da reforma económica e das medidas de ajustamento, acentuadamente restritivas, no plano fiscal, monetário e cambial. Em jeito de conclusão, o investigador da UCAN, considerou que “a avaliação dos últimos 4 anos é negativa, na medida em que os resultados não satisfazem aquilo que era o objectivo do Governo vertido no Plano de Desenvolvimento Nacional 2018-2022, muito por conta da Covid-19 e da tentativa de aplicação de vinho novo - instituições inclusivas, as reformas impostas pelo FMI - em odres valhas - instituições extrativas, de manutenção de interesses políticos instalados”.

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