Historial

O projecto de uma Universidade Católica em Angola começou a ganhar corpo no seio da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), nos idos anos 90. A dinamização do projecto foi confiada ao então Presidente da CEAST, Dom Alexandre Cardeal do Nascimento. O recurso à experiência da Universidade Católica Portuguesa (UCP), na pessoa do Senhor Dom António Cardeal Ribeiro, Magno Chanceler da UCP, e de um modo especial, de Dom José Policarpo (de feliz memória), e ainda do então Reitor da UCP, Prof. Doutor Manuel Isidro de Araújo Alves foi fundamental para impulsionar os primeiros passos do projecto UCAN, realçar aqui o dinamismo e a abnegação de Mons. Cónego José Alves Cachadinha e, o apoio da Fundação Kennedy.

No sentido de caminhar a realização desse projecto, foi constituída, em Lisboa, uma comissão de alto nível para estudar a possibilidade de apoiar a organização, estruturação e patrocínio da futura Universidade Católica de Angola. Com abertura do Sistema de Ensino em Angola à iniciativa particular, o Governo de Angola, concede á Conferência Episcopal de Angola e São Tome, (CEAST) a autorização de criar a Universidade Católica de Angola (UCAN) como única instituição de ensino superior da igreja Católica através do Decreto nº 38-A/92 de 7 de Agosto.

Em finais de 1995, Sua Eminência Dom Alexandre Cardeal do Nascimento nomeia um grupo de trabalho para dar continuidade ao projecto, isto permitiu que em Outubro de 1997, a CEAST formalizasse a criação da Universidade Católica de Angola, através do Decreto de 29 de Outubro de 1997. No presente Decreto a CEAST decidiu que: 

  1. Criar a Universidade Católica de Angola (UCAN), dotada da autonomia estatutária, científica, pedagógica, administrativa, financeira e disciplinar. 
  2. A UCAN tem a sua sede em Luanda, devendo criar Centros e Institutos Regionais sempre que tal seja exigido pelo desenvolvimento da sua missão.
  3. Hieraquicamente, a UCAN depende da Santa Sé mediante a Congregação para Educação Católica, segundo as normas do Direito Canónico; e depende da Conferência Episcopal, ordinariamente mediante a respectiva Comissão para a Universidade. À referida Comissão Episcopal incumbe manter, orientar e supervisionar a UCAN de acordo com o Regulamento próprio da mesma. 
  4. O Magno Chanceler é, por inerência, o Arcebispo de Luanda competindo-lhe fazer as nomeações propostas pela Conferência Episcopal, bem como outras funções definidas pelos Estatutos ou Regulamentos. 

Em 9 de Janeiro de 1998, Dom Alexandre Cardeal do Nascimento nomeia a Comissão Instaladora, constituída por: D. Damião António Franklin (Presidente da Comissão - de feliz memória), Mons. Cónego José Alves Cachadinha, Pe. Manuel Gonçalves e o então, Pe. Filomeno Vieira Dias ( agora Bispo). A UCAN iniciou oficialmente as suas actividades com a Sessão de Encerramento do Segundo Encontro de Delegados da Conferências Episcopal dos Países Lusófonos, no dia 19 de Fevereiro de 1990. Na ocasião foram nomeadas as autoridades académicas da UCAN, por decreto de Sua Eminência Dom Alexandre Cardeal do Nascimento, nos seguintes termos: D. Damião Franklin como Reitor Magnífico da UCAN, Pe. Filomeno Viera Dias como Vice-Reitor, Mons. José Cachadinha como Director da Biblioteca, Documentação e informação e Pe. Manuel Gonçalves como Director dos Assuntos Administrativos.

As actividades lectivas começaram a 22 de Fevereiro de 1999 nas instalações do Colégio São José do Cluny, com os Cursos Propedêutico de Direito e de Economia, sendo o Dr. António Fernandes da Costa, o primeiro Director do Propedêutico, Dr. Adérito Correia Decano da Faculdade de Direito, e o Dr. Justino Pinto de Andrade Decano da Faculdade de Economia e Gestão, tendo iniciado as sua actividades em Outubro do mesmo ano.

Identidade e Missão

 (Cfr. Estatuto Organico da Universidade Católica de Angola, Art. 5º)

I. Sendo o objectivo da Universidade Católica garantir, em forma institucional, uma presença cristã no mundo universitário perante os grandes problemas da sociedade e da cultura, ela deve possuir, enquanto católica, as seguintes características essenciais:

a) Uma instituição cristã, não só dos indivíduos, mas também da comunidade universitária enquanto tal;

b) Uma reflexão incessante, à luz da fé católica, sobre o tesouro crescente do conhecimento humano, ao qual procura dar um contributo mediante as próprias investigações;

c) A fidelidade à mensagem cristã, tal como é apresentada pela Igreja;

d) O empenho institucional ao serviço do povo de Deus e da família humana no seu itinerário rumo àquele objectivo transcendente que dá significado à vida;

II. A Universidade Católica de Angola é uma instituição de criação de conhecimento, análise crítica, transmissão e difusão de cultura, ciência e tecnologia que, através da investigação, do   ensino e da prestação de serviços à comunidade, contribui para o desenvolvimento económico   e social do país, para a defesa do ambiente, para a promoção da justiça social e da cidadania     esclarecida e responsável e para a consolidação da soberania assente no conhecimento.

III. A Universidade Católica de Angola tem como missão actuar solidária e efectivamente para o   desenvolvimento integral da pessoa humana e da sociedade, por meio da geração e comunhão   do saber, comprometida com a qualidade, os valores éticos e cristãos, na busca da verdade.

IV. A Universidade tem o dever de contribuir para:

a) Promover acções de apoio à difusão da cultura humanística, artística, científica e  tecnológica, disponibilizando os recursos necessários a esses fins;

b) Desenvolver actividades de ligação à sociedade, designadamente de difusão e transferência de conhecimento e a valorização económica do conhecimento científico;

 

O Logotipo

O logotipo da UCAN procura ligar a ideia clássica da Universidade, enquanto comunidade de mestres e estudantes a procura do saber e da ciência em livre comunicação de ideias e enquanto lugar de busca do conhecimento, com a cultura tradicional angolana.

A mulembeira, apresentada de modo estilizado, é em Angola a "árvore da sabedoria", o lugar tradicional da iniciação dos mais novos na sabedoria dos mais velhos. A busca do saber, de um saber abrangente - a sabedoria - era, também na antiguidade clássica, o ideal da academia grega: o "amor ao saber" (philo-sophia).

Por isso, a escolha da mulembeira satisfaz, duplamente, o desejo de uma universidade africana, pois sintetiza o saber tradicional e o saber da ciência.O seu lema "veritas vita" vai na mesma direcção. Com suas múltiplas e profundas raízes, a mulembeira pode suportar e alimentar um tronco forte e uma copa frondosa e plena de vida. Também a vida humana, em todas as suas dimensões, necessita de uma raíz forte e profunda, que lhe permita a pujança.

Esta raíz é, de acordo com o lema da UCAN, a verdade, com suas múltiplas dimensões de franqueza, autenticidade, abertura e transparência, correspondente ao termo grego "alétheia", subjacente ao latino "veritas", que, etimologicamente, significa, "não esconder nada". Assim, a verdade, a transparência, aliada ao saber são algumas das grandes linhas de orientação que regem a Universidade Católica de Angola.

 

 

 

 

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