LAB REALIZA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL E INAUGURA ESPAÇO DE INTERAÇÃO COM MOVIMENTOS SOCIAIS E ARTISTAS EM EVENTOS ACADÉMICOS NA UNIVERSIDADE

O Laboratório de Ciências Sociais e Humanidades (LAB) realizou de 22 a 25 deste mês, Setembro, a Conferência Internacional sobre “Humanidades Públicas: pensar a liberdade na Universidade Africana”.

O evento decorreu com várias actividades, como: conferências, grupos de reflexão, workshops, exposição permanente e construção colectiva do logo da Conferência. Nas Conferências foram oradores académicos nacionais e da África do Sul, que falaram de modo presencial, e outros, designadamente de Moçambique, Ghana, França, Estados Unidos, Taiwan, que enviaram vídeos.

A Conferência foi aberta pelo Vice-Reior para a Investigação e Extensão Universitária, Padre Doutor Jerónimo Cahinga, na presença do Secretário de Estado para o Ensino Superior, Dr. Eugénio Silva, das coordenadoras do LAB, Doutoras Catarina Gomes e Cesaltina Abreu, docentes e investigadores angolanos e da África do Sul, estudantes, artistas e jovens interessados.

O  primeiro dia, sábado,  foi dedicado aos debates globais, em que foram abordados temas como: “Criando espaços de emancipação na academia: pensando, falando e escrevendo em universidades africanas”, a partir do Ghana, pela professora  Akosua Ampofo (Presidente da Associação Africana dos Estudos Africanos); “Descolonização  a partir da América Latina e Caraíbas: pensando liberdade e democracia na educação superior”, pelo professor Nelson Maldonado Torres, da Universidade Norte-americana de Rutgers; “Descolonizando epistemologias e os curricula da universidade a partir de Taiwan: pensando liberdade e democracia na educação superior”, pela Dra. Joyce Liu, da Universidade de Taiwan; “Descolonizando os estudos africanos: uma perspectiva dos EUA”, pela professora  Jean Allman, da Universidade de Washington também da Presidente do Consortium de Centros de Estudos Africanos nos Estados Unidos; “Pós-colonialismo e currículo de ensino superior em Angola: para uma nova cidadania democrática”, pelo professor e Secretário de Estado, Dr. Eugénio Silva;  “Dos condicionamentos actuais a novas perspectivas gloto-epistemológicas”, pelo Padre Dr. Bonifácio Tchimboto, do Centro De Estudos e Pesquisas, Instituto Piaget/Benuela) e “As Ciências Sociais na transformação da realidade social Angola” pelo professor Dr Luiz Costa, docente e pesquisador da UCAN e da UAN.

Depois das sessões de Debates, foi inaugurada na Sala VIP da Praça da Alimentação da UCAN uma exposição permanente de Cartoons, livros, posteres, poemas e mensagens. O artista gráfico e cartonista Sérgio Piçarra, autor dos Cartoons e de alguns dos livros expostos, trocou ideias com os presentes sobre “Os cartoons e a crítica social”.

O segundo dia, domingo, iniciou com uma breve introdução pela presidente da conferência, a historiadora Conceição Neto, seguida das apresentações de Cláudia Gastrow, professora de antropologia na Universidade de Johannesburg, África do Sul, que falou sobre “Descolonização da Universidade: poder, instituições e mobilização”; professora Isabel Casimiro, a partir de Moçambique, que falou sobre “Descolonizando a Universidade em Moçambique: visibilizando as mulheres, pensando liberdade e democracia na Universidade Eduardo Mondlane” (Retirar); da investigadora Chloe Buirre, que falou a partir de França,  sobre “Cuidado! Saberes localizados em obras: sobre subjectividades, afectos e métodos”; do professor Dr. Nelson Pestana, coordenador do Centro de Estudos Africanos da UCAN, que falou sobre: “Descolonização em Angola: pensando liberdade e democracia”, e do professor Doutor Filipe Zau, Magnífico Reitor da UNIA, que falou sobre “A Endogeneidade como factor de identidade e desenvolvimento do ensino em Angola”.

No período da tarde foi lançada uma edição especial da Revista Kronos com o tema: “Para que serve a Universidade?”, seguida da comunicação dos investigadores Russ Truscott, e Mauritius Van Bever Donker, ambos da Universidade de Western Cape, que falaram sobre “A melancolia da Universidade: crítica, invenção e perda de objectivos”.

Depois do intervalo para o lanche, realizaram-se dois Grupos de Trabalho. Sob o tema Universidade e Cidadania, o primeiro GT foi dedicado à troca de experiências sobre entre jovens licenciados da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade de Havana, Cuba, e da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, Angola. O segundo GT, coordenado pelas pesquisadoras do LAB, abordou o tema Filosofia na Educação: o pensamento crítico?

 O terceiro dia, 24 , foi dedicado ao “Artivismo”. Através de workshops, promovidos por artistas e activistas sociais, demonstrou-se como a arte pode ser uma forma de expressão crítica e de construção de saberes e outras formas de interação social.

No dia 25, os trabalhos encerraram com uma breve exposição das discussões e contribuições dos Grupos de Trabalho 1 e 2, e dos 6 workshops, para a elaboração do concepct paper. Em seguida, foram apresentadas as contribuições dos participantes para a construção colectiva do logo da conferência, ao cartonista e artista gráfico Sérgio Piçarra convidado a realziar a composição do logo colectivo.

Seguiram-se os discursos finais, o principal feito pelo secretário-geral da UCAN, Dr. Laurindo Miji Viagem.

A grande surpresa foi a performance “Congolândia”, uma sátira à imaginação colonial sobre África, Congo e os encontros coloniais. A performance foi protagonizada por um grupo de actores interpretando as figuras do missionário, do rei e da rainha do Congo, da responsabilidade do artista angolano Tho Simões. A performance continua a ser exibida no Instituto Camões.

Siga-nos

Estamos nas Redes Sociais. Siga-nos dando um click.

Quem está em linha?

Temos 208 visitantes e sem membros em linha