UCAN JÁ ADERIU À MAGNA CHARTA UNIVERSITATUM

A Universidade Católica de Angola é desde o dia 18 de Setembro de 2018, uma das 74 universidades de 29 países do mundo, que decidiram engrossar alista das 889 universidades mundiais signatárias da Magna Charta Universitatum. A Cerimónia decorreu na Universidade de Salamanca, na cidade de Salamanca, Espanha e a UCAN esteve representada pelo Magnífico Reitor, Padre Doutor José Vicente Cacuchi e o Secretário Executivo da Reitoria, Dr. Nlandu Matondo.

 

A UCAN torna-se, deste modo, membro efectivo da Magna Charta e embaixadora dos princípios e valores que fundam a identidade de qualquer instituição de Ensino superior, enquanto centro por excelência de produção e difusão de conhecimentos úteis à sociedade e indispensáveis para o desenvolvimento sustentável das comunidades.

A cerimónia ficou também marcada pela procissão solene dos Reitores, autoridades civis e académicas, que partiram em desfile, do Pátio das Escuelas da Universidade de Salamanca à Plaza Maior, ante uma impressionante multidão.

Na ocasião, discursaram o Magnífico Reitor da Universidade anfitriã, Professor Doutor Ricardo Rivero, bem como o Presidente da Magna Charta Universitatum, Dr. Sijbolt Noorda, que anunciou a celebração do 31º aniversário da Magna Charta, a ter lugar em Setembro do próximo ano, no Canadá.

 

Criada em 1988, em Bologna por um conjunto de 338 Reitores de universidades Europeias, a Magna Charta Universitatum é uma associação que propõe um modelo de universidade assente na liberdade académica e na autonomia dos processos de ensino e investigação científica, longe de qualquer servilismo político, económico e ideológico. Desde então, os associados da Magna Charta têm feito inúmeros estudos, no sentido de identificar os valores que devem ser ensinados e vividos nas universidades, com o intuito de garantir que as universidades associem ao seu poder científico, tecnológico, pedagógico, crítico e inovador, a profundidade axiológica, consubstanciada na integridade, na transparência, no respeito pelas ideias dos outros, na tolerância, na justiça e no humanismo. Premissas que fazem da universidade uma verdadeira oficina, não só transformadora da mente humana, mas também edificadora de uma sã e íntegra personalidade propiciadora de uma cidadania consciente e responsável.

Preocupação que, de resto, se reflectiu no tema central escolhido para reflexão, na ocasião da celebração dos 30 anos da Magna Charta Universitatum que, por sinal, coincidem com o 8º centenário da Universidade de Salamanca: “University values in a changing world: on the way towards a revised version of the Magna Charta Universitatum”.

A cerimónia foi bastante concorrida, quer pelo número expressivo de universidades já signatárias da Magna Charta presentes ao evento, quer pelas universidades que aderiram à referida Associação, assinando a referida Charta, quer mesmo pelos milhares de indivíduos que acorreram à cerimónia prestigiada pelo discurso de Sua Majestade Filipe VIº, Rei da Espanha acompanhado de sua mui digna Esposa, Rainha Letícia Ortiz Rocasolano.

Os detalhes desta cerimónia podem ser encontrados no site da Magna Charta: http://www.magna-charta.org/

LAB REALIZA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL E INAUGURA ESPAÇO DE INTERAÇÃO COM MOVIMENTOS SOCIAIS E ARTISTAS EM EVENTOS ACADÉMICOS NA UNIVERSIDADE

O Laboratório de Ciências Sociais e Humanidades (LAB) realizou de 22 a 25 deste mês, Setembro, a Conferência Internacional sobre “Humanidades Públicas: pensar a liberdade na Universidade Africana”.

O evento decorreu com várias actividades, como: conferências, grupos de reflexão, workshops, exposição permanente e construção colectiva do logo da Conferência. Nas Conferências foram oradores académicos nacionais e da África do Sul, que falaram de modo presencial, e outros, designadamente de Moçambique, Ghana, França, Estados Unidos, Taiwan, que enviaram vídeos.

A Conferência foi aberta pelo Vice-Reior para a Investigação e Extensão Universitária, Padre Doutor Jerónimo Cahinga, na presença do Secretário de Estado para o Ensino Superior, Dr. Eugénio Silva, das coordenadoras do LAB, Doutoras Catarina Gomes e Cesaltina Abreu, docentes e investigadores angolanos e da África do Sul, estudantes, artistas e jovens interessados.

O  primeiro dia, sábado,  foi dedicado aos debates globais, em que foram abordados temas como: “Criando espaços de emancipação na academia: pensando, falando e escrevendo em universidades africanas”, a partir do Ghana, pela professora  Akosua Ampofo (Presidente da Associação Africana dos Estudos Africanos); “Descolonização  a partir da América Latina e Caraíbas: pensando liberdade e democracia na educação superior”, pelo professor Nelson Maldonado Torres, da Universidade Norte-americana de Rutgers; “Descolonizando epistemologias e os curricula da universidade a partir de Taiwan: pensando liberdade e democracia na educação superior”, pela Dra. Joyce Liu, da Universidade de Taiwan; “Descolonizando os estudos africanos: uma perspectiva dos EUA”, pela professora  Jean Allman, da Universidade de Washington também da Presidente do Consortium de Centros de Estudos Africanos nos Estados Unidos; “Pós-colonialismo e currículo de ensino superior em Angola: para uma nova cidadania democrática”, pelo professor e Secretário de Estado, Dr. Eugénio Silva;  “Dos condicionamentos actuais a novas perspectivas gloto-epistemológicas”, pelo Padre Dr. Bonifácio Tchimboto, do Centro De Estudos e Pesquisas, Instituto Piaget/Benuela) e “As Ciências Sociais na transformação da realidade social Angola” pelo professor Dr Luiz Costa, docente e pesquisador da UCAN e da UAN.

Depois das sessões de Debates, foi inaugurada na Sala VIP da Praça da Alimentação da UCAN uma exposição permanente de Cartoons, livros, posteres, poemas e mensagens. O artista gráfico e cartonista Sérgio Piçarra, autor dos Cartoons e de alguns dos livros expostos, trocou ideias com os presentes sobre “Os cartoons e a crítica social”.

O segundo dia, domingo, iniciou com uma breve introdução pela presidente da conferência, a historiadora Conceição Neto, seguida das apresentações de Cláudia Gastrow, professora de antropologia na Universidade de Johannesburg, África do Sul, que falou sobre “Descolonização da Universidade: poder, instituições e mobilização”; professora Isabel Casimiro, a partir de Moçambique, que falou sobre “Descolonizando a Universidade em Moçambique: visibilizando as mulheres, pensando liberdade e democracia na Universidade Eduardo Mondlane” (Retirar); da investigadora Chloe Buirre, que falou a partir de França,  sobre “Cuidado! Saberes localizados em obras: sobre subjectividades, afectos e métodos”; do professor Dr. Nelson Pestana, coordenador do Centro de Estudos Africanos da UCAN, que falou sobre: “Descolonização em Angola: pensando liberdade e democracia”, e do professor Doutor Filipe Zau, Magnífico Reitor da UNIA, que falou sobre “A Endogeneidade como factor de identidade e desenvolvimento do ensino em Angola”.

No período da tarde foi lançada uma edição especial da Revista Kronos com o tema: “Para que serve a Universidade?”, seguida da comunicação dos investigadores Russ Truscott, e Mauritius Van Bever Donker, ambos da Universidade de Western Cape, que falaram sobre “A melancolia da Universidade: crítica, invenção e perda de objectivos”.

Depois do intervalo para o lanche, realizaram-se dois Grupos de Trabalho. Sob o tema Universidade e Cidadania, o primeiro GT foi dedicado à troca de experiências sobre entre jovens licenciados da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade de Havana, Cuba, e da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Agostinho Neto, Angola. O segundo GT, coordenado pelas pesquisadoras do LAB, abordou o tema Filosofia na Educação: o pensamento crítico?

 O terceiro dia, 24 , foi dedicado ao “Artivismo”. Através de workshops, promovidos por artistas e activistas sociais, demonstrou-se como a arte pode ser uma forma de expressão crítica e de construção de saberes e outras formas de interação social.

No dia 25, os trabalhos encerraram com uma breve exposição das discussões e contribuições dos Grupos de Trabalho 1 e 2, e dos 6 workshops, para a elaboração do concepct paper. Em seguida, foram apresentadas as contribuições dos participantes para a construção colectiva do logo da conferência, ao cartonista e artista gráfico Sérgio Piçarra convidado a realziar a composição do logo colectivo.

Seguiram-se os discursos finais, o principal feito pelo secretário-geral da UCAN, Dr. Laurindo Miji Viagem.

A grande surpresa foi a performance “Congolândia”, uma sátira à imaginação colonial sobre África, Congo e os encontros coloniais. A performance foi protagonizada por um grupo de actores interpretando as figuras do missionário, do rei e da rainha do Congo, da responsabilidade do artista angolano Tho Simões. A performance continua a ser exibida no Instituto Camões.

CENTRO DE ESTUDOS AFRICANOS DA UCAN CO-ORGANIZA LANÇAMENTO DE RELATÓRIO SOBRE A ECONOMIA INFORMAL

O Centro de Estudos Africanos juntou-se a Open Society Initiative for Southern Africa (OSISA) em Angola para apresentar o relatório sobre “A Economia Informal em Angola: caracterização do trabalhador informal”.

 

A cerimónia decorreu nesta quinta-feira, 27 de Outubro, no Salão Nobre da UCAN e foi aberta pelo Director Open Society Initiative for Southern Africa (OSISA) em Angola, Dr. Elias Isaac, seguido da apresentação do relatório por um dos seus autores, Dr. Alexandre Ernesto e de comentários ao estudo por Nelson Pestana, Coordenador do Centro de Estudos Africanos (CEA) da UCAN.

 

A economia informal é um sector fundamental para a provisão de bens e serviços em Angola. A sua magnitude e importância também têm merecido a preocupação de órgãos oficiais nacionais, regionais e internacionais.

 

O fenómeno da informalidade está na base do lançamento de instrumentos legais e financeiros para fomentar e oficializar os micros e pequenos negócios, é com esta preocupação que Open Society Initiative for Southern África (OSISA) apoiou a realização do estudo sobre a economia informal, cujo livro “A economia informal em Angola: caracterização do trabalhador informal”, foi escrito pelos economistas Alexandre Ernesto e Gorete Capilo 

G4 REALIZA FÓRUM SOBRE ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA NA UNIVERSIDADE

O Grupo das quatro Universidades, que celebraram um acordo de cooperação, denominado G4, realizou nesta quarta-feira, dia 19 de Setembro, o fórum sobre o “Ensino da Língua Portuguesa na Universidade”, especialmente destinado aos professores de língua portuguesa, dessas Universidades.

O evento teve lugar no Salão Nobre da UCAN e foi aberto pelo Vice-Reitor para a Investigação e Extensão Universitária, Padre Doutor Jerónimo Cahinga.

O Fórum decorreu em três painéis, designadamente: “Os desafios do ensino da Língua Portuguesa na Universidade”, cuja prelectora foi a Dra. Maria Helena Miguel; “Dimensões científico-pedagógico e psico-social do professor de Língua Portuguesa- estratégia para a (re) definição da prática docente”, apresentado pelo Dr. Domingos Calhengue, da Universidade Independente de Angola; e, “Observância da norma e variação da linguística no ensino da Língua Portuguesa”, apresentado pelo Dr. Artur Santos, professor de língua portuguesa, na UCAN.

Dos 31 participantes inscritos, participaram 18 e todos consideraram proveitoso. Por isso, propuseram o contínuo aperfeiçoamento dos professores de língua portuguesa, no âmbito linguístico e pedagógico; a realização anual do fórum, cuja próxima edição decorrerá na Universidade Gregório Semedo e que haja a harmonização dos programas da disciplina de língua portuguesa, no âmbito das novas normas curriculares do Ministério do Ensino Superior Tecnologia e Inovação.

No final, o Vice-Reitor para a Investigação e Extensão Universitária, padre Doutor Jerónimo Cahinga fez a entrega de certificados.

O G4 é constituído pelas Universidades Gregório Semedo, Independente de Angola, Privada de Angoa e Católica de Angola.

 

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