DEPARTAMENTO DE ESTUDOS SOCIAIS DO CEIC APRESENTA ESTUDOS SOBRE A INTEGRAÇÃO DA MULHER NOS PROCESSOS PRODUTIVOS EM ANGOLA

O Departamento de Estudos Sociais do CEIC apresentou em dezembro, um caderno de investigação com dados sobre a integração da mulher nos processos produtivos em Angola. A cerimónia de lançamento aconteceu no Salão Nobre da UCAN e foi presidida pelo Vice-Reitor para Investigação e Extensão Universitária, Padre Jerónimo Cahinga. A pesquisa foi apresentada pela investigadora-coordenadora, Margareth Nangacovie e o discurso de encerramento foi feito pelo Investigador Osvaldo da Silva, numa cerimónia que contou ainda com a presença da Ministra da  Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Dra. Victória da Conceição.

O caderno de investigação é resultado de um trabalho de investigação multidisciplinar do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola e traz informações sobre a situação da mulher, mais concretamente, sobre a sua inserção nas áreas produtivas, nas se limitando ao sector económico.

O estudo comporta dados primários, que se resumem na aplicação de cerca de 120 inquéritos à mulheres zungueiras, muambeiras e empregadas domésticas para captar, documentar as suas experiências e percepções sobre temas relativos ao percurso de vida, divisão doméstica do trabalho, actividade laboral e apoio do Estado; bem como, alguns dados secundários e informações nas áreas da economia, representação política, educação e políticas públicas. 

Algumas  conclusões do estudo  indicam que o investimento do Estado se revela  reduzido, descoordenado e pouco eficiente para a definição e execução das medidas tendentes a igualdade de género em Angola;  a situação da mulher em Angola, apesar de uma grande difusão mediática, inspira ainda preocupações e desafios, nas áreas das políticas públicas tendentes a educação, emprego, saúde, reconhecimento político e público, família, justiça incluindo restaurativa, cultura; e que, certas organizações cívicas bem como as próprias mulheres, a custa de grandes esforços pessoais e, algumas vezes, familiares investem  e empenham-se muito mais na busca das suas liberdades, através da formação e do trabalho, rumo a uma maior  autonomia financeira.

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