Centro Fé e Cultura organiza colóquio sobre a família

O Centro Fé e Cultura da Universidade Católica de Angola organizou recentemente, um colóquio sobre “A perspectiva da narrativa sinodal sobre a família”. O encontro decorreu no Salão Nobre e teve como orador principal Dom Emílio Sumbelelo, bispo do Uíge e padre sinodal, que participou do último sínodo dos bispos sobre a família, decorrido em Roma, no mês de Outubro.

A cerimónia abriu com o discurso de boa-vindas do Magnífico Reitor da UCAN, Pe. Doutor José Vicente Cacuchi. Na ocasião, o responsável máximo da UCAN desejou boas-vindas a todos, e destacou a honra da presença de Dom Emílio Sumbelelo, agradecendo-lhe de imediato pela sua pronta disponibilidade. O Pe. Vicente Cacuchi disse ainda que a reflexão sobre a família torna-se um imperativo numa altura em que a sociedade apresenta vários desafios, por isso, agradeceu a organização pela selecção do tema, exortando a máxima participação de todos com o intuito de juntos buscar soluções e estratégias mais viáveis que ajudam a família a ser a célula nuclear da sociedade sobre a qual se pode construir a civilização de amor, de paz e de justiça.

Dom Emílio Sumbelelo falou sobre “A narrativa sinodal sobre a família” trazendo a sua experiência, pela participação nos trabalhos do sínodo e, os pontos principais das discussões sinodais. Segundo Dom Emílio Sumbelelo agradeceu o convite, fez uma retrospectiva teórica sobre as ameaças à família e falou dos desafios da igreja perante a família. O bispo angolano recordou que a família resulta do matrimónio, que é indissolúvel e deve ser um espaço de realização da liberdade e do amor entre os cônjuges. Para Dom Emílio, existem hoje ideologias e movimentos que ameaçam a existência da família e finalizou indicando que, para a Igreja, a família é um espaço a defender, a preservar e a promover.

A Dra. Maria da Encarnação Pimenta falou da responsabilidade dos pais no lar, atacando o alcoolismo, a poligamia e a fuga a paternidade. Para a psicóloga existe “ um olhar e actuar brandos da lei e das instituições” que devem proteger e garantir à família, em especial as crianças.

Já o Padre Doutor António Rodrigues, canonista de formação, falou do matrimónio como sacramento e fez uma reflexão sobre as bases actuais da espiritualidade dos cônjuges, da confiança entre o casal e do amor. Para o sacerdote, o matrimónio tem uma base jurídica e outra sacramental, mas deve ser assumido como uma realidade natural, monogâmica, heterossexual e presente em todas as culturas e tempos. O sacerdote falou ainda de um pensamento negativista dominante contra o matrimónio e dos problemas ontológico e hermenêutico, e neste último, chamou atenção para o problema de como entendemos e compreendemos realidades e conceitos que aplicamos na nossa vida.

 

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