ABERTA A SEGUNDA EDIÇÃO DO MESTRADO EM ECONOMIA

O Programa de Mestrado da Faculdade de Economia da UCAN, em parceria com a Norwegian School of Economics, realizou na primeira quinzena de Maio, a cerimónia de abertura da “Segunda Edição do Mestrado em Economia. A actividade aconteceu no Salão Nobre da UCAN, contou com a presença do Director do PUND em Angola, Doutor Henrik Larsen para uma aula-palestra sobre Desenvolvimento Sustentável.

A abertura da cerimónia foi presidida pelo Vice-Reitor para Investigação e Extensão Universitária, Padre Doutor Jerónimo Cahinga que durante a sua intervenção sublinhou que o projecto em questão constitui para área de investigação e extensão universitária uma espécie de experiência piloto para os outros mestrados e Doutoramentos que seguirão, assim como para a auto-afirmação e maturidade da UCAN, no verdadeiro sentido da palavra. 

O Coordenador do Programa de Mestrado, Doutor João Van-Dunem, falou dos desafios da primeira edição e destacou as novidades da 2.ª edição. “Esta edição constitui uma aposta credível ao nível do ensino das pós-graduações em Angola e promete fazer toda diferença no panorama universitário angolano”, disse o responsável que aponta como um dos principais desafios, manter os elevados níveis de exigência que teve a primeira edição.

Destacando o papel do mestrado para a promoção da investigação, o Director do Centro de Estudos e Investigação Científica, Doutor Alves da Rocha, disse que a qualidade das pesquisas realizadas é fruto do trabalho dos investigadores que o CEIC congrega e do esforço que se tem feito para a capacitação dos mesmos. 

Por sua vez, a mestranda Vissolela Chivunda, partilhou a experiência que teve durante a primeira edição. Além de apontar algumas dificuldades, Vissolela agradeceu o esforço da equipa que trabalhou para que a primeira edição fosse um sucesso, nomeadamente a coordenação, os professores nacionais e estrangeiros, destacando à vinda do professor português Francisco Loucã. 

Segundo informou o cientista político, as Nações Unidas definiu três critérios para o processo de graduação dos Países Menos Avançados e Angola até agora é elegível pelo primeiro critério, o do Produto Interno Bruto Percapita. Na aula-palestra, o Doutor Henrik Larsen afirmou que em 2021, Angola pode ser o primeiro país africano a graduar-se para país de rendimento médio na totalidade, desde que consiga ultrapassar os desafios que ainda tem nos índices de activos humanos (IAH) e vulnerabilidade económica (IVE),  dois dos três critérios definidos pelas Nações Unidas, nos quais Angola ainda tem uma avaliação negativa. “Aqui eu vejo uma área onde os líderes universitários são necessários”, referiu. 

Desde o estabelecimento da lista dos Países Menos Avançados (PMA), em 1961, apenas quatro países conseguiram graduar-se nomeadamente, Bostwana, Cabo-Verde, ilhas Maldivas e Samoa. Entretanto,  nenhum deles conseguiu passar nos três critérios, razão pela qual, o Doutor Henrik apela urgentemente a intervenção das principais mentes do país para trabalharem com o Governo no sentido de juntos identificarem as questões e encontrarem as soluções que ajudarão Angola  a melhorar o seu  desempenho nos dois critérios referidos,  nos próximos cinco anos.

 

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