"Segundo a magna Charta 'Ex Corde Ecclesiae' de João Paulo II, (15 de Agosto de 1990) que orienta a Universidades Católicas, sem menosprezar as oportunas disposições do Código de Direito Canónico, de 1983 (cc.807-814) e documentação afim, a Universidade Católica é uma 'comunidade acadêmica que, de modo rigoroso e crítico, contribui para a defesa e desenvolvimento da dignidade humana e para a herança cultural mediante a investigação, o ensino e os diversos serviços prestados às comunidades locais, nacionais e internacionais' (nº 12). Pode inferir-se desta descrição que a Universidade, por ser Católica, não foge aos padrões clássicos de qualquer Universidade digna desse nome, cuja missão se resume nas três funções, supramencionadas (investigação ou pesquisa, docência e prestação de serviços à comunidade). A título de exemplo, a candidatura, para a docência não é confessionalista, pois há professores não católicos que, unindo a competência a aceitação do Regulamento interno da Universidade, podem exercer este cargo. O mesmo se diga de alunos, desde que respeitem o perfil próprio da instituição. [...]. Naturalmente que pelo facto de ser acrescida do adjectivo católica deve ter algo que a específica. Tal adjectivo visa 'garantir de institucional uma presença cristã no mundo universitário perante os grandes da sociedade e da cultura' (Ex Corde Ecclesiae nº 13). [...]. Interessa-me sublinhar a preocupação que uma Universidade Católica deve ter em ordem à INTEGRAÇÃO do CONHECIMENTO Com efeito impõe-se o seguinte:
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O pendor do humanismo cristão e a fidelidade à mensagem cristã, actualizando-a à realidade hodierna.
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Uma reflexão incessante, salvaguardando autonomia institucional e liberdade acadêmica, em ordem a um diálogo da fé com a ciência e com a técnica.
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Empenho institucional no serviço ao povo de Deus e a família humana no seu itinerário rumo ao objectivo transcendental que dá sentido à vida.
Na verdade, agregando algumas exigências com as de uma Universidade Normal, se infere a necessidade eu uma INTERDISCIPLINARIEDADE, como metodologia, proporcionando uma interligação entre os diferentes ramos do saber, que a Universidade poderá ter com a mundividência cristã, em ordem a uma síntese do próprio saber, tão útil e precioso, sobretudo, nos nossos tempos tão ricos na fragmentação do próprio conhecimento...".
* Dom Damião António Franklin, Arcebispo de Luanda, Magno Chanceler e Reitor Magnífico da UCAN